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6 de jan. de 2015

Internalização do gesto técnico



Um tema que sempre me fascinou enquanto estava na universidade era a biomecânica do movimento humano, ou seja, a física aplicada ao movimento. Alavancas, pontos de apoio e de aplicação da força. Mudanças sutis que contribuiam para melhora da eficiência do gesto motor.

Enquanto corredor, sempre me interessei em como tornar a corrida mais eficiente e por um bom tempo, acreditei que tenis melhores teriam uma participação significativa nisso.

Algumas lesões crônicas, me fizeram repensar o conceito e quando tive acesso a forma minimalista de correr, entendi que o equívoco não estava só nos tenis que usava, mas também na minha técnica.

Decidi mudar. Adquiri um novo par com um drop mais baixo com menos controle e estabilidade. Reduzi a distância, aumentei o pace e passei a relizar uma corrida mais consciente, adotando uma postura mais verticalizada e relaxada, usando o terço anterior do pé como ponto de contato durante a aterrisagem.

Durante 06 sessões de treino, corri apenas 6km a um pace de 5:15 sempre mantendo um estado de consciência técnica. Na quarta corrida de 6km, consegui obter meu melhor tempo total e na quinta o melhor pace em 1km, baixando dos 5 minutos.

A experiência já é conhecida, uma vez internalizado ou assimilado, o gesto passa a ser automatizado, acontece 'sem pensar'... Ainda estou longe disso, mas para que servem os treinos, se não, tornar-nos melhores.

Convido você a fazer o mesmo, a se exercitar de forma consciente.

Bons treinos e divirta-se!

20 de dez. de 2014

Corrida: tênis, pisada e escolhas

Fonte: Café com Amigas


A corrida é um esporte muito acessível e fácil de se praticar, mas, apesar de simples, requer algumas providências que devem ser tomadas antes de iniciar sua prática como todo e qualquer exercício físico, mas você sabe como você pisa enquanto corre? Existem três tipos de pisada: a pronada, a neutra e a supinada... Para saber como é a sua é necessário realizar uma teste chamado Baropodometria.

Fonte: Clínica Ethnos
A Baropodometria ou o comumente “Teste da Pisada” é um recurso de alta tecnologia usado na avaliação postural de atletas e pessoas comuns, praticantes de esportes ou não que tem como objetivo identificar as alterações adotadas pelo corpo através do contato dos pés que geram patologias de diferentes tipos, ortopédica, traumatológica e/ou posturais.

Com este exame pode-se avaliar a distribuição do peso corporal em pontos distintos dos pés na posição estática e durante a caminhada. Através de uma criteriosa avaliação postural, osteopática e baropodométrica, consegu-se identificar alterações no tipo de pisada e na distribuição do apoio plantar que podem resultar em queixas de dor e processos crônicos que vão de inflamações articulares, tendinopatias e até hérnias de disco.

Voltando a sua pisada.




A pisada pronada ou para ‘dentro’, acontece quando seu pé, assim que toca o chão, apóia-se no seu lado mais proximal (interno) e contorciona para dentro, utilizando o hálux – ‘dedão do pé’, para ganhar impulso.

Já a pisada neutra é quando seu pé toca o chão apoiando o lado distal (externo) e movendo-se levemente para dentro, seguindo em linha reta até a elevação do hálux, no movimento final de impulsão.

Finalmente, na pisada supinada ou para ‘fora’, seu pé toca o chão no lado distal do calcanhar e continua o movimento usando o lado mais externo, ganhando impulso no quinto pododáctilo, vulgo ‘dedinho’.

Embora existam vários modelos de tênis de corrida indicados para o nível de flexibilidade do seu arco plantar, cada tipo de pisada, de treino ou de prova, antes de escolher o seu permita-me antes esclarecer o assunto.

O pé humano é uma perfeita máquina para correr. Após a década de 70, com o surgimento dos novos calçados de corrida com amortecimento e estabilização, deixamos de exercitá-lo da maneira adqueada o que acabou por ocasionar a perda de sua flexibilidade e da força de sua musculatura.

Isso nos leva a refletir se seria o mais correto adquirir um par de tênis de acordo com a sua pisada, ou se o melhor seria fortalecê-los, dando maior atenção a técnica da sua corrida e adquirindo um modelo neutro, de baixo amortecimento.

Tendo alguma dúvida, entre em contato conosco.

Bons treinos e divirta-se.

16 de dez. de 2014

Free running

Fonte: vivobarefoot.com


O free running tem como premissa o gosto de correr por correr, buscando a forma mais natural dos movimentos.

Nessa filosofia de treinamento, não existem 'guerreiros', 'batalhas', 'viciados' e outros substantivos e/ou adjetivos que exaltam uma exacerbada falta de controle emocional para superar os 'obstáculos' que surgem a nossa frente a qualquer custo. No free running tudo tem uma lógica, uma razão.

Um free runner é uma pessoa comum, como eu e você, que utiliza a orientação profissional, o planejamento e a organização do treinamento para atingir seus objetivos, independente de quais sejam eles, observando os sinais do seu corpo a cada sessão de treino, respeitando-o.

O free running exalta os treinos em lugares onde a natureza seja predominante, em horários nos quais o clima seja menos agressivo e dá grande atenção ao gesto, a técnica da corrida, a postura do corredor, a musculatura intrínseca e extrínseca do pé - tornado-o mais flexível e forte, e a variação de terreno.

Para um free runner correr não pode ser sacrificante, deve ser divertido mesmo quando for intenso. Quando atinge um objetivo, ele sabe o tanto de dedicação dada e que tal fato fechou o ciclo de mais uma etapa da sua vida na corrida.

Participar de uma prova ou evento, é uma decisão sua, com um propósito só seu e está dentro do planejamento e da organização do treinamento. Treinamento esse que segue a risca, mesmo que tenha que reduzir a distância ou pace para corrigir eventuais desvios posturais ou técnicos.

No free running o seu bem-estar está sempre em primeiro lugar.









28 de out. de 2014

TAB UOL: Corrida de Rua

Fonte: TAB UOL

Excelente matéria realizada pela jornalista Juliana Carpanez para o TAB UOL.

Com depoimentos de praticantes e especialistas, a jornalista aborda o tema 'corrida de rua' dando ênfase ao crescimento do número de praticantes e suas razões para calçarem o tênis, vestuário, equipamento e acessórios.

Detalhe para o teste 'Que tipo de corredor você é?'

Vale a pena a leitura.

Lembre-se, tenha sempre a orientação de um profissional de Educação Física.

Bons treinos e divirta-se!


24 de set. de 2014

Treino de corrida: o som da sua passada...

Fonte: Triathlete Europe

No primeiro dia de 2013, Matt Fitzgerald, jornalista da Triathlete Europe, publicou um artigo citando a pesquisa desenvolvida pela diretora do Spaulding National Running Center - Spaulding Hospital Cambridge, Irene Davis, uma das pioneiras no estudo sobre aspectos biomecânicos da corrida.

Seu trabalho consiste no estímulo a mudanças específicas na mecânica da corrida que corrigem características associadas a elevados riscos de lesão.

O estudo utilizou acelerômetro em cada uma das pernas dos corredores para medir a aceleração tibial enquanto corriam na esteira. 

A informação coletada pelos acelerômetros era transmitida para uma tela posicionada em frente aos corredores, permitindo que vissem um gráfico simples sobre o impacto de cada passada e baseado nos dados do gráfico, eram estimulados a buscar, livremente, um modo mais confortável possível para reduzir o impacto.

Todos os dez corredores conseguiram, cada um a seu modo. A partir daí foram oreintados a tentar manter esta nova forma de correr e após um mês retornaram para nova avaliação, resultado: todos reduziram dramaticamente o impacto durante suas passadas.

Davis acredita numa solução encontre você mesmo ao invés de sugerir, ela mesmo, as mudanças a serem feitas na biomecânica da corrida de cada um dos avaliados.

Como isso é possível? Simples, ouça o som das suas passadas e tente correr o mais silenciosamente possível de forma confortável.

Quer ler o artigo da revista na íntegra? Acesse aqui.